Discursos

O discurso do Brasil na 40ª Assembleia Geral da ONU, em 1985, marcou o retorno do país à democracia, destacando a transição pacífica após o regime militar e homenageando Tancredo Neves. O presidente José Sarney reafirmou o compromisso brasileiro com os direitos humanos, a paz, a justiça social e a solidariedade internacional. Condenou o racismo, o apartheid e a corrida armamentista, defendendo uma nova ordem econômica mundial mais justa e o combate global à fome. Encerrou com uma mensagem humanista, afirmando que não há paz sem liberdade, nem liberdade sem justiça.

No discurso improvisado ao empossar o ministério em 1985, José Sarney destacou a responsabilidade de assumir a Presidência da República provisoriamente em razão da impossibilidade de Tancredo Neves, reafirmando sua fé e o compromisso de entregar o governo assim que possível ao presidente eleito. Ressaltou que os compromissos de seu governo eram os mesmos de Tancredo e da Aliança Democrática, nas leis e na vontade do povo brasileiro, enfatizando a continuidade das mudanças e transformações esperadas pela nação.

No discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1980, José Sarney exalta a literatura como força transformadora da sociedade e homenageia seu antecessor na cadeira nº 38, José Américo de Almeida. Sarney reflete sobre sua trajetória como escritor e homem público, abordando a relação entre arte, cultura, política e identidade nacional. Destaca a importância da língua portuguesa como elo entre os povos lusófonos e defende o papel da ABL na preservação da memória intelectual do Brasil. O tom é de reverência à tradição, mas também de compromisso com o futuro da cultura brasileira.