Conversa ao pé do rádio

O documento contém o texto de uma “Conversa ao Pé do Rádio” de José Sarney, transmitida em 13 de maio de 1988, no centenário da Abolição da Escravidão. Sarney lembra que a campanha abolicionista foi a maior mobilização cívica da história do Brasil, unindo negros — vítimas da escravidão — e homens livres que lutaram pela causa. Ele reconhece a contribuição africana para a cultura, música, dança e espírito do povo brasileiro, exaltando a força e a alegria herdadas da África. Cita a Serra da Barriga como símbolo da resistência negra e o Quilombo dos Palmares como exemplo de luta pela liberdade. Anuncia o envio ao Congresso da proposta de criação da Fundação Palmares, voltada à ascensão social dos negros por meio de educação, participação e trabalho. Finaliza saudando os negros brasileiros, destacando seu papel na construção da nação, e proclamando “Viva a raça negra do Brasil”

O documento traz um discurso de José Sarney transmitido no rádio, na véspera das eleições de 15 de novembro de 1986, que também marcava os 97 anos da Proclamação da República. Ele destaca a trajetória do Brasil na construção de instituições democráticas e sua posição de destaque no mundo, ressaltando conquistas econômicas e sociais, como a criação de 1,5 milhão de empregos, o aumento do poder de compra dos salários e a entrada de 33 milhões de novos consumidores no mercado. Enfatiza o sucesso do Plano Cruzado, garantindo que seria mantido para proteger especialmente os mais pobres. Sarney também exalta a democracia racial e religiosa do país, seu crescimento econômico, obras de infraestrutura e a preservação da identidade cultural. Conclui convocando todos os brasileiros, independentemente de classe ou posição política, a participarem do processo eleitoral como um ato de amor e responsabilidade para com a pátria

O documento é uma edição do programa “Conversa ao Pé do Rádio” de José Sarney, transmitida em 28 de novembro de 1986. No discurso, o presidente explica medidas impopulares adotadas para preservar o Plano Cruzado, criado para combater a inflação, restaurar o crescimento econômico, gerar empregos e aumentar o poder de compra dos salários. Ele afirma que, apesar do congelamento de preços e do sucesso inicial, o plano enfrentou problemas devido à falta de produção, escassez de mercadorias e ação de especuladores. Justifica ajustes em itens como gasolina e energia elétrica, preservando produtos essenciais aos mais pobres, como gás de cozinha, transporte coletivo e pão. Sarney enfatiza que as medidas visam proteger a população mais vulnerável, critica setores que tentam destruir o plano por interesses políticos e reforça que governa para toda a nação, não para grupos específicos. Conclui reafirmando seu compromisso de cumprir o dever presidencial e preservar a paz