O Patrono - José Sarney

Linha do Tempo

Todo o acervo da Fundação da Memória Republicana Brasileira foi doado pelo ex-presidente José Sarney. É o único acervo presidencial no Nordeste e cumpre o desejo do ex-presidente de doá-lo ao Maranhão, sua terra natal.

José Sarney foi o primeiro presidente civil após a Ditadura Militar no Brasil e o único maranhense a ocupar o cargo em mais de 130 anos de República. Governou de 1985 a 1990, sendo o último presidente eleito por voto indireto.

Seu mandato foi marcado pela promulgação da Constituição Federal de 1988 — ainda em vigor — e por um esforço determinante na reconstrução democrática do país, com a defesa dos direitos e liberdades fundamentais.

No cenário internacional, seu governo buscou restabelecer uma diplomacia neutra, lançando as bases para acordos importantes, como o Mercosul e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O acervo da FMRB representa mais do que registros administrativos: é testemunho vivo da redemocratização e do papel desempenhado por José Sarney na consolidação da democracia no Brasil.

Em Pinheiro, nasce o filho do promotor Sarney de Araújo Costa e da pernambucana Kyola Ferreira de Araújo Costa, José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa que, em 1965, abdica desse nome e adota formalmente “José Sarney”.

Sarney conquista o 1º lugar no exame de admissão do Colégio Maranhense dos Irmãos Maristas, vindo estudar em São Luís, distante da família. Após finalizar o ginásio, transfere-se para o Liceu Maranhense.

Conquista seu primeiro emprego como jornalista no jornal O Imparcial. No mesmo ano conhece Marly Macieira, com quem se casa em 1952.

Sarney conclui o curso de Direito

Assume a cadeira nº 22 da Academia Maranhense de Letras

Publica Canção Inicial, seu primeiro livro de poemas. Paralelo a isso, inicia sua vida política sendo eleito suplente de deputado federal.

Assume pela primeira vez a cadeira no plenário do Palácio Tiradentes, sede da Câmara dos Deputados. Os breves períodos se sucederam nos anos seguintes, até 1958

Eleito em 1955, José Sarney toma posse como governador do Maranhão. Sua posse ficou imortalizada por meio da cinematografia de Glauber Rocha, que registrou o evento no filme Maranhão 66.

José Sarney é eleito para o Senado Federal

Assume a cadeira n° 38 da Academia Brasileira de Letras

Constitui-se a Aliança Democrática Brasileira para a eleição presidencial de 1985, ainda indireta. A aliança lança a chapa com Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice.

Em 15 de março, José Sarney assume a Vice-Presidência e o exercício da Presidência, em uma cerimônia simbólica pela transição do regime militar para o governo civil. A ocasião ficou marcada por sentimentos mistos, devido ao grave estado de saúde de Tancredo Neves, que viria a falecer em 21 de abril, tornando Sarney presidente efetivo.

Sarney fortalece a diplomacia brasileira estreitando laços com a Argentina e o Uruguai e restabelecendo a confiança entre os vizinhos do Cone Sul, além de forte aproximação com diversos outros países latino americanos, como Paraguai, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Peru e México.

Promulgada em 05 de outubro, a Constituição Federal de 1988 é o resultado da Assembleia Nacional Constituinte convocada por Sarney em 1985. Também conhecida como a Constituição Cidadã, o documento teve com ampla participação popular e o presidente da República foi o primeiro a jurar cumpri-la.

Após deixar a presidência da República em março de 1990, Sarney é eleito Senador pelo Amapá, cargo que exerceu até 2015.

Sarney é eleito presidente do Senado Federal tendo como destaque a criação da Rádio Senado, da TV Senado. Retorna à presidência da casa em 2003, 2009 e 2011, sendo reeleito em 2013.

Aos 84 anos, em fevereiro de 2015, o presidente José Sarney se despede do Senado Federal.

No mesmo ano que é comemorado os 40 anos de redemocratização do Brasil, José Sarney chega aos 95 anos recebendo inúmeras homenagens pela condução da transição democrática brasileira: na Câmara dos Deputados, Senado Federal, Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, tendo recebido ainda a Medalha Raymundo Faoro, pela Ordem dos Advogados Brasil, dedicada a quem tem o compromisso com a democracia, a legalidade e os direitos fundamentais da cidadania.